segunda-feira, 14 de março de 2016

Not Workin' on a Dream

Pensamento inicial: Devo ser o tipo de cara que mais irritaria qualquer filosofo que se prese. Nietzsche me chamaria do estereótipo de seus niilistas. Um tipo forçado que nega os ideais e também o mundo da vida. Complicado. No mínimo curioso.
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O que me falta é a empolgação e a emoção em torno de algo. Consigo sempre me mover, levando em conta as adversidades, sempre consegui. Porém, desse vez não é como se estivesse apenas "manco", para conseguir superar e seguir em frente de qualquer forma. É como se tivessem tirado minhas pernas fora e dado para os cães comer.

Não consigo olhar para nenhum horizonte e não há ambição alguma.

O futuro é apenas nebuloso e obscuro, e todas as utopias estão mortas. Mesmo assim, falando de forma nietzscheana, mesmo sem as muletas metafísicas, não consigo aproveitar e viver esse tal "mundo da vida". Não me compreendam mal, às vezes surgem fagulhas de tesão pela vida, potência de agir... Não quero morrer, nem nada do estúpido desse tipo, não é por aí.

Eu torço, a cada notificação, a cada possibilidade de novidades, para que seja algo empolgante, e/ou emocionante. Algo que me dê novas expectativas, que me dê um bom motivo para correr atrás, porém é só soco na cara, porrada, tombo... Só aparecem fantasmas para me machucar. Nunca há ninguém novo. Não alguém que preste. E se houver, não virá como substituição de novo horizonte; não conseguirá prometer nada e trazer novos sonhos.

Preciso - pra já - eliminar qualquer ideia que sugira sonhos que não existem. Eliminar falsas opções. Parar de fingir algumas coisas para mim mesmo e começar a fazer as perguntas corretas: Quem sou eu? O que me dá medo? O que me alegra e me da potência de agir? Qual seria o pior desfecho possível nessa história toda?

A partir disso devo me achar novamente. Encontrar o eixo que me fará ser EU. Colocar o trem de volta nos trilhos. Parar de navegar cegamente. Acho que devo chamar isso tudo de TRABALHAR EM UM SONHO, por mais que esse encontre-se obscuro; por mais que quando comecei a escrever isso a ideia era outra, como mostra o título. 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Eu sinto muito

Como um anjo no inferno
Como um demônio na no paraíso
Você sabe que esse nunca foi seu lugar
Você sabe que tinha algo errado naquilo tudo.

Não há mais graça em fingir
Nem em fingir que ainda consegue fingir
Você sempre soube, nunca teve graça
Você sente muito por tudo.

Sente a dor
Se sente invisível
É a mesma dor que eu sinto
Você sente em demasia

Não era você de verdade
Nem era o que queria ter dito
Não era ali que pretendia ter ficado
E você continua sentindo muito por tudo isso.

Pelas palavras duras
Por te pegado pesado
Por ferir todos eles
E por ter recebido o mesmo.
Sente muito,
Por não ter feito diferente
Por não tomar um outro rumo
Por não ter conseguido oferecer mais
E por precisar oferecer o que não tem.

Você acha que o mundo vai desabar
Você quer que ele desabe
Você pensa que vai dar tudo certo
Você não sabe de nada.
Vai continuar sentindo toda essa dor
E aprender que isso é o que te torna você
A forma como lida com tudo isso,
no fim, vai ser o que te define.

Não o que você sente;
Não o que você pensa.
É como você lida com tudo isso.

Eu sinto muito.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O inferno de não ter você

No inferno de não ter você
eu sinto coisas que não consigo descrever
é único e inédito
eu tento lutar, mas eu não consigo lutar
eu tento ser meu batman, mas não dá.

Nesse inferno eu sinto a dor de ter te perdido
o frio de ter ficado pra trás e perdido meu sol
com o cheiro fétido da tristeza massiva
e o gosto amargo de derrota.

é raiva de ranger os dentes
tensão de sentir cada nervo
agonia e apneia


No inferno de não ter você,
o pior de tudo,
é não ter você.

Diabos!

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Novas

Ontem bebi um oceano de solidão;
não consegui matar a sede.
Acordei pior ainda,
mal vejo a hora de que algo mude.

Preciso ser esculpido em madeira bruta,
e ser forte para o que virá,
mas a cada segundo que lembro
a dor invade meu peito e o pranto é inevitável.

Eu não sei o que vai ser,
dessa vez é diferente.
Eu tô perdido, cara. Tô perdido.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Melhoras

Ontem tomei um café com o gosto amargo de solidão
Hoje acordei com a cara esculpida em madeira

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Ignorado

Na rua;
com café;
na chuva;
sozinho.




por que será?
me diz, por que será?
cruzar o rio atrás de algo
que diz nem se importar.




você poderia fazer parte,
no entanto: Não

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Valores

Não tem como falar em desenvolvimento econômico e economia mundial antes de falar de seres humanos. Não há como considerar a importância do aumento do lucro e crescimento econômico ignorando as condições de vida das pessoas do mundo todo. Desde quando status financeiros são mais importantes que COMER, ou VIVER decentemente?

O que me importa um PIB quando tem um monte de criança na rua, sem família, sem abrigo e sem proteção, entrando pro mundo do crime, sendo apenas notadas pelos seus atos que, na verdade, são consequência de todo um processo de marginalização e cegueira da sociedade?

Como diabos alguém vai querer dizer que todos temos as mesmas oportunidades, e que "basta trabalhar mais" para crescer na vida, se nossos próprios tênis foram feitos por uma criança que ganha menos de 30 dólares por mês, trabalhando em condições desumanas? Olhe para você.

Me desculpa você que discorda, mas eu não vejo felicidade nas ruas. Eu vejo insegurança, pressa, medo, mais pressa, um carro que me derruba da minha moto porque o trânsito (DE IJUÍ) ta ficando caótico, e no fundo, bem no fundo, um desejo por felicidade, que parece ficar cada vez mais distante de todos nós. Mas é claro que vai ter alguém pra dizer que tem um jeitinho de conseguir a felicidade: comprando aquele carro novo pra olharem com inveja pra você, ou aquele apartamento maior.

Olhe ao seu redor, olhe o que você tem. Você precisa de tudo isso?

Não. Realmente esse não é o sistema nem a vida que eu quero.